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Talus

 
 
  Quando o nosso cãozinho adoeceu gravemente, já estava muito velho, cego e cansado, mas vê-lo paralisado foi um golpe terrível. Chamamos o veterinário e, detectada uma doença grave e fatal, tivemos que sacrificá-lo para que não sofresse mais e para que não contaminasse os nossos outros cães ou mesmo os da vizinhança.

A idéia de induzir sua morte me pareceu cruel e a dor que senti quando cheguei em casa e o encontrei já morto, envolto em um saco plástico foi quase física, um aperto no peito e um angústia indescritível. Numa fração de segundos, recordei o modo confortável como ficava deitado na soleira da porta, o olhar expressivo e triste quando mandávamos que saísse de casa e fosse para o quintal, os momentos em que sua alegria contagiava a todos nós e os em que sua atenção nos alertava. Me dei conta que não voltaríamos a vê-lo, exceto em nossas recordações.

Não pudemos enterrá-lo como gostaríamos em razão da doença. Seu corpinho foi levado pelo meu marido, em cujos olhos jamais vi tanta dor.

Chamava-se TALUS o cãozinho, era um Basset Daschund ("Cofap"). Nesse momento, registramos a sua passagem por esse mundo, a infinidade de alegrias que nos trouxe e a imensa falta que fará. Ele nos fez aprimorar o entendimento de companheirismo e saudade. Resta-nos pedir perdão por não termos podido esperar que partisse de uma forma natural. Perdoe-nos AMIGO.

Monica Gomes Teixeira Campello de Souza