Erro
Médico
Fonte
de Dados: Vade Mecum Consultoria (2000/2001)
| Preocupação Com a Possibilidade de Erro Médico | |||
| O erro é, em última
análise, um fato inevitável, com a qual todo e qualquer
profissional médico precisa conviver. O diagrama abaixo
mostra a estatística do nível de preocupação com o
assunto para 465 profissionais abordados à esmo nas ruas
da cidade e nas diversas instituições de saúde. Para
tanto, foi usada uma escala subjetiva de preocupação
variando de 1 ("Não") até 4
("Muito").
Mais da metade dos
médicos declararam que se preocupam "Muito"
com a possibilidade de erro e mais de três quartos disseram
preocupar-se "Razoavelmente" ou mais.
Na escala de 1 a 4 em questão, a média geral foi de
3.3, indicando um nível global consideravelmente
elevado. |
| Causas do Erro Médico | |||
| Existem diversos fatores
que podem ser evocados como causa para a ocorrência de
um erro médico, porém, é razoável supor que alguns
deles provavelmente são mais relevantes do que outros. O
diagrama abaixo mostra a opinião dos médicos
entrevistados com relação a isso.
Os motivos
"cansaço", "acaso", "falta de
infraestrutura", "negligência" e
"incompetência" aparecem como igualmente
relevantes na opinião dos médicos abordados. Já "falha de equipamento" e
"produtos com problemas" são
claramente menos citados. |
| Responsabilidade Pelo Erro Médico | |||
| Um atendimento de saúde
envolve toda uma equipe composta por um ou mais médicos
e também outros profissionais, tais como paramédicos,
enfermeiros, atendentes e outros. Assim sendo, torna-se
relevante a questão de quem costuma ser a maior fonte de
erros nesse processo. O gráfico a seguir mostra como os
médicos se posicionam com relação a este assunto.
Mais da metade dos
entrevistados afirmaram que a responsabilidade pelo erro
costuma ser do próprio médico, ficando os hospitais com
um distante segundo lugar. |
| Indenização Pelo Erro | |||
| Quando um erro médico
envolve alguma forma de culpabilidade, naturalmente surge
a questão da indenização do paciente ou da sua
família. Sendo o erro acidental, involuntário ou
inevitável dentro dos limites do razoável, contudo,
não cabe indenização. O diagrama abaixo mostra a
opinião dos médicos quanto a qual desses cenários
ocorre com a maior freqüência.
Claramente, a maioria dos
profissionais consultados crê que, geralmente, não é
evidente se uma indenização é cabível ou não,
contudo, entre aqueles que tem certeza, os que consideram
a indenização como necessária são mais numerosos do
que os acreditam no contrário. No geral, prevalece a
tendência a favor da indenização. |
| Comentários Finais | |||
| As evidências
disponíveis indicam que há um elevado nível geral de
preocupação da classe médica para com a possibilidade
de erro (cerca de 80% preocupam-se
"Razoavelmente" ou "Muito" com a
questão), o que se justifica pelo fato de 46%
acreditarem que tais erros são oriundos principalmente
de componentes humanos (cansaço, negligência ou
incompetência). Talvez por esses motivos, mais da metade
(53%) assume que a responsabilidade maior repousa com o
médico responsável e a tendência maior seja no sentido
de considerarem que uma indenização se faça
necessária quando o erro surge. |