O
Impacto da Idade na
Pressão Arterial do Brasileiro
Patrícia
Lessa
Fernando Menezes Campello de Souza
Bruno
Campello de Souza
| Introdução | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| É bastante conhecido o
fato de que a pressão arterial (PA) tende a aumentar com
a idade, sendo um efeito do gradual endurecimento dos
vasos (diminuindo a complascência vascular). Contudo, a
taxa de crescimento a ser esperada para um grupo
específico varia em função de parâmetros genéticos,
ambientais e comportamentais do mesmo. Diversos estudos internacionais mostram o impacto da idade na pressão arterial de pessoas de diversas nacionalidades, contudo, poucos tentam levantar um padrão brasileiro. Assim, a Vade Mecum Consultoria realizou um levantamento com base em 2.159 sujeitos brasileiros oriundos de diversas regiões do país com o objetivo de caracterizar a relação idade-PA no Brasil. Metodologia Os dados usados nesta análise foram coletados em Recife (1995) das seguintes fontes:
Três procedimentos foram usados para a medida das PA's: aparelho automático, esfigmomanômetros aneróide e de mercúrio.As freqüências cardíacas, os pesos e as alturas foram medidas ora automáticamente, ora manualmente, dependendo do equipamento. As variáveis estudadas foram: sexo, idade, peso, altura, sistólica (PS), pressão diastólica (PD), frequência cardíaca (FC), índice de massa corpórea (IMC), diferença entre a pressão e a diastólica e a relação entre a pressão sistólica e a diastólica. Resultados A tabela abaixo mostra a pressão sistólica média, o desvio padrão e o intervalo de confiança de 95% para adolescentes (até 21anos), jovens (21 a 35 anos), adultos jovens (36 a 50 anos), adultos (50 a 65 anos) e idosos (mais de 65 anos).
A partir dos resultados, ficam indicados tanto o comportamento quanto a distribuição da pressão arterial dos diversos grupos etários. Conclusões Os dados
levantados e as análises realizadas permitem um esboço
do perfil pressórico do brasileiro de diversos grupos
etários, de forma a poder estabelecer expectativas
realistas para uma casuística nacional. Assim sendo, é
possível escapar do paradigma dos consensos de
"normalidade" (e do fictício e arbitrário
valor de 120 x 80 mm de Hg) e se fazer uso de uma base de
comparação simultâneamente mais concreta e
específica. Espera-se com isso contribuir de forma
concreta para o diagnóstico e prognóstico dos
hipertensos. |
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