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Os Perigos da
Inadequação O general João Bina Machado (1986)
demonstra a necessidade de se integrar o superdotado na
sociedade, e os riscos que correm em não encontrarem
meios adequados para se expressar e desenvolver, citando
casos de marginais famosos superdotados.
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Casos de
Superdotados Marginais Segundo Machado (1986) |
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GARY
GILMORE: Teve 18 anos de prisão em 35 anos
de idade. Cadeira elétrica por assassínio,
estupro, assalto a mão armada, roubo de
automóveis, violência. O seu QI Wechsler era de
129 (aproximadamente 131, numa escala compatível
com a do Stanford Binet), dentro dos 3% mais
inteligentes da sociedade. Artista talentoso.
Mentalmente são.
LÚCIO FLÁVIO: Conhecido caso do Rio de
Janeiro. Capixaba de nascimento. Compositor,
autor, chefe de quadrilha, raciocínio rápido,
inteligente, QI elevado (132 ou mesmo 145,
segundo versões). Sentenciado a 250 anos.
Assassinado na prisão por marginais
adversários. Primeiro grau incompleto, o que
atribuíu à "monotonia do ensino".
MENEGHETTI: Italiano radicado em São
Paulo. Lendária figura dos maiores ladrões que
o país conheceu. Ágil nos assaltos e escapadas
pelos telhados. Fugas de presídios e de cercos
policiais. Arrogância e respostas rápidas.
Enquanto na prisão, aprofundou-se na leitura.
Pouco antes de morrer, declarou que conhecia toda
a história da humanidade, arrematando: "Se
meu pai tivesse me dado escola, hoje eu seria um
gênio".
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O argumento
em questão é o de que um superdotado é, por
definição, inevitavelmente diferente e, portanto,
precisa de atenção especial para que possa se integrar
harmoniosamente com a sociedade. Quando isso não
acontece, uma das possíveis conseqüências é a
oposição frontal às normas sociais.
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